Quando eu era garoto, existia um quadro do Jô Soares na TV em que o protagonista resumia conversas longas e cheias de rodeios em uma só palavra que dizia tudo, sempre introduzida por "vou no popular". A idéia deste blog é ser claro nas opiniões. Vamos falar também de filmes, músicas, livros ou qualquer trabalho que valha a pena comentar.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Da série: Frases populares que não fazem o menor sentido


 
“O que interessa é você estar se sentindo bem, o que os outros pensam não importa.”

Vamos começar exemplificando: você está no elevador lotado e solta um pum por que se sente bem sem gases nas tripas, não importa o que os outros pensem, no caso que você é um babaca mal educado e porco. Segundo a frase tosca é assim que você deve agir.

Parece, a princípio, causar um efeito positivo para quem fala demostrando personalidade, gênio forte ou qualquer baboseira do gênero, mas na verdade mostra que você não pensa e copia frases sem refletir nas tolices que elas transmitem, pura merda.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Carta ao Bernardo

Parte 2

A Religião

Religião é boa para o aprendizado de valores nobres, como a importância de se amar ao próximo. Você vai aprender que existe Deus, criador de todas as coisas naturais que podemos ver ou não. É um canal para a percepção de que há um mundo espiritual além do que somos capazes de perceber com os sentidos em nosso universo material.

Mas saiba que as religiões são como cidadelas muradas. Dentro de seus muros há segurança, e as verdades ali adotadas são o maior patrimônio de seus habitantes.

Há diversos destes micro mundos a beira do caminho do conhecimento espiritual. Em algum momento será preciso transpor estes muros para se continuar seguindo em frente nesta estrada. Sair desta área de segurança exige coragem, porém é imprescindível para o desenvolvimento da sabedoria do homem, matéria e espírito.
                      


Conversando com o tio André fiquei sabendo que fez uma comparação parecida sobre as religiões. Abaixo o texto do tio André:


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Carta ao Bernardo

Tudo é questionável, não há verdade absoluta. Hoje inicio esta série de textos com pensamentos simples da nossa vida que acredito serem coerentes, mas posso mudar de ideia amanhã, como já mudei muitas vezes antes. Portanto estes escritos são para você refletir e pensar se vale a pena tirar deles algum aprendizado. O que você não entender hoje poderá compreender no futuro, ou vice-versa. 

Cada um de nós tem seu tempo para aprender, só não vale ficar parado, cristalizado em ideias fixas ou pré-concebidas, afinal quem muito sabe pouco aprende.


Parte 01

A Felicidade
 
As pessoas querem a felicidade a qualquer custo, como se fosse mais um produto consumível. Querem adquiri-la para viverem felizes para sempre. Pasme! Ela não pode ser encontrada. O estado pleno e constante de felicidade é uma falácia. A vida real não é um site de relacionamentos onde tudo é como queríamos que fosse. A boa notícia é que existem os momentos felizes, estes podem ser encontrados! O chato é que para alcançar um deles você terá de enfrentar inúmeros obstáculos não tão agradáveis. Vale muito a pena viver por esses deliciosos instantes de felicidade. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma esmola para uma senhora pobre

Certo dia da minha adolescência caminhava pela praça IV com meu amigo Roberto quando fomos abordados por uma senhora, que nos pediu dinheiro. Contou sua estória triste que veio atrás de um emprego, mas não foi admitida por não ser mais jovem e precisava de algum tostão para voltar para casa, só faltou chorar. Coitada. Falei para ela que infelizmente só tinha uma nota de 10 e não poderia ajuda-la. Minha ideia era fazer a mulher desistir do pedido com uma solução inteligente, afinal eu passaria a ideia de que era legal e queria ajudar, só não tinha trocado. Na época eu era um estudante pobre, qualquer trocadinho fazia falta. Meu amigo Roberto, ingênuo como era, iria ver como eu era esperto.

Para surpresa minha a mulher tinha uma solução. Perguntou-me quanto eu podia dar, eu disse que um cruzado. Ela enfiou a mão na bolsa e me veio com um monte de moedas dizendo que podia trocar as 10 pratas. Bom, eu concordei, mas como não sou besta, pedi que ela me desse em notas, pois tinha um monte na bolsa dela e eu não ia ficar com o bolso pesado de níqueis. A mulher topou. Pedi uma nota de cinco e quatro de um como troco. Comentei com o Roberto que se a gente fosse bobo ela levaria as 10 pilas, pelo menos só levou uma. Foi uma boa ideia ela trocar o dinheiro.

Passado uns dias, viajava em meu ônibus, o infernal 260, quando a cena me veio à cabeça. A fixa caiu. Putz! Se a velhota tinha tanto dinheiro para trocar então...  Eu era tão ingênuo quanto meu amigo Roberto, que também nem percebeu que havíamos sido enrolados pela tal senhora. A partir daquele dia me tornei cético quanto aos pedintes.

domingo, 23 de junho de 2013

Série Mundo Paralelo: Elucubrações Cristãs

Parte 1

Peregrinos

- O nome do grupo já está consolidado: “Peregrino”. A ideia agora é adquirir um grande navio e evangelizar o mundo.

- Mas não é um sonho muito alto para um grupo de meia dúzia de jovens sem posses?

- Não, irmão! Temos que ter fé e dar o primeiro passo. Tenho alguns pôsteres que podemos vender e começar a juntar o dinheiro para o empreendimento.

- Tenho uma ideia melhor. Por que não guardamos os pôsteres para decorar o navio? Assim poderemos dizer que a embarcação já começou a ser montada.

- Boa! Então já temos parte da decoração.

- Vamos com fé!

sábado, 15 de junho de 2013

Gordo Falante. Crônicas de um e-suburbano

Li “Gordo Falante” e gostei. As crônicas são bem escritas. Divertido, minhas viagens de metrô passaram rapidinho.

O livro de Utahy Santos relata cenas do cotidiano de um mundo geralmente esquecido pelos intelectuais, aquele que ocupa a lacuna entre a miséria das favelas e o grupelho de ricos da zona sul do Rio. Da para a gente conhecer um pouco deste universo repleto de estórias pitorescas lendo “Gordo Falante”.

Penso em juntar minhas crônicas e tomar uma iniciativa semelhante a do meu bom amigo Utahy.

O livro pode ser encontrado em http://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=gordo+falante&sort=&commit.
O autor em breve disponibilizará o livro na Amazon. Eu aviso quando souber o endereço.

domingo, 9 de junho de 2013

Ossopan

O amigo mais magro que eu já tive se chamava Vavá, uma variação de Vareta, seu apelido original. Vavá queria engordar e ser um jovem atlético como qualquer outro, então foi ao médico para realizar seu sonho.
Aí apareceu um dia lá em casa com a solução para seus problemas. O médico lhe receitará um shake chamado “ossopan”. Virou motivo de piada.
O tempo passava e Vavá continuava o mesmo vareta de sempre.
Vavá precisava de algo como “muscopan” ou “massapan”, osso ele tinha o suficiente, era notório. O médico com certeza havia se enganado.