É uma grande bobagem achar que o brasileiro tem a habilidade de improvisar e "dar um jeitinho" como nenhum outro povo. Qualquer nação que passa por dificuldade ou miséria é capaz de criar meios de sobrevivência, ou seja, improvisar.
Este não deveria ser um motivo de orgulho. Já está passando da hora de dizermos não a nossa incopetência latina e tomarmos uma atitude transformadora.
Já chega de alfalto ruim (um cm de camada); produtos de baixa qualidade nos mercados, frutas e legumes deteriorados à venda; iogurte aguado; polícia que não investiga; funcionário público achando que te faz favor, e o pior, até os que trabalham na área privada nos tratam assim; político que não te representa; cartórios que te sacaneiam; gente incopetente prestando os mais variados serviços, e uma infinidade de absurdos.
Quando eu era garoto, existia um quadro do Jô Soares na TV em que o protagonista resumia conversas longas e cheias de rodeios em uma só palavra que dizia tudo, sempre introduzida por "vou no popular". A idéia deste blog é ser claro nas opiniões. Vamos falar também de filmes, músicas, livros ou qualquer trabalho que valha a pena comentar.
sexta-feira, 29 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Frases
Postado por
Alex Franzini
"A espécie humana existe basicamente para se reproduzir. Quando não está fazendo isso, está pensando no ato ou treinando para fazê-lo."
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Exposição de desenhos em miniatura
Postado por
Alex Franzini
Os desenhos aqui expostos foram apresentados na UERJ em 1989. São desenhos à lápis sobre papel feitos pelo autor do blog.
![]() |
| A Derrota. 5,5 x 5 cm |
![]() |
| O Mago. 6 x 7,8 cm |
![]() |
| Mulher. 3,5 x 5,5 cm |
![]() |
| O Trovador. 8 x 6 cm |
![]() |
| O Carcereiro. 4 x 5,4 cm |
![]() |
| Guerreira. 3,5 x 6,5 cm |
![]() |
| Mulher. 4 x 7 cm |
![]() |
| Guerreiros. 4,5 x 5,5 cm |
![]() |
| A Feiticeira. 4,4 x 6 cm |
![]() |
| A Arvoré Seca. 12,8 x 16,8 cm |
![]() |
| Batalha. 7,8 x 5,8 cm |
sábado, 9 de fevereiro de 2013
A equivocada supervalorização do Direito e o minguado crescimento do Brasil
Postado por
Alex Franzini
Tenho ouvido e lido reportagens a respeito da falta de profissionais para determinadas áreas de conhecimento. Faltam médicos, engenheiros, biólogos e por aí vai. Por outro lado sobram bacharéis em Direito. Faculdade de Direito é como Banco do Brasil e igreja evangélica, estão presentes nos lugares mais remotos, afinal basta um professor e muito papel para ler. Advogados batem cabeça, e o que é pior, vários especialistas de outras nobres áreas migram para o Direito, inchando suas fileiras de doutores, como gostam de ser chamados.
Não há dúvida que o motivo desta distorção são os gordos salários pagos pelo governo a estes profissionais em concursos públicos que pedem esta cadeira, sempre exclusivas. Ninguém sabe dizer quando e por que começou está supervalorização do Direito, mas o trabalho foi bem feito. Cursar Direito se tornou tão banal que é quase cafona.
A pergunta que não quer calar: para que tanto bacharel em Direito? Tirando Juízes, Procuradores, e certo número de advogados, onde será aproveitado o resto? Em concursos públicos? Pode até ser, mas não há vaga para tanta gente, embora a OAB faça imensa campanha para alocar toda essa turba em vagas específicas para a categoria, com reservas de mercado cada vez mais sem sentido.
Se o Brasil quer mesmo crescer, será está a área de conhecimento a se investir? Com exceções já citadas, o que produz um advogado? País que quer se desenvolver e crescer economicamente precisa de tecnólogos, cientistas, engenheiros e não de uma massa composta por burocratas de escrita complicada e vazia.
Nossos estudantes precisam ser incentivados a escolher carreiras variadas, devidamente engrandecidas e com salários atraentes. Embora queiram fazer parecer diferente, Direito é só mais uma destas áreas profissionais, não é maior nem mais importante que as outras.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Era Uma Vez no Oeste
Postado por
Alex Franzini
Um ótimo filme de faroeste para assistir. Mesmo que você
não goste do gênero abra uma exceção e veja “Era uma Vez no Oeste”, de 1968. Uma obra prima de Sergio Leone, com belíssima fotografia e
músicas inspiradas de Ênio Morricone.
Leone compôs um filme de faroeste com poesia,
soube usar com maestria a linguagem cinematográfica para contar a estória de
Jill (Claudia Cardinali), uma ex-prostituta recém-casada que vai para cidade de
Flagstone afim de se encontrar com o marido, Brett McBain (Frank Wolff), dono
de uma propriedade situada no caminho de uma futura estação ferroviária.
Sabendo das pretensões de McBain, um assassino chamado Frank (Henry Fonda) é contratado para tirá-lo do caminho do ganancioso
empreendedor Morton (Gabriele Ferzetti). Outro ótimo personagem é um misterioso
tocador de gaita (Charles Bronson) que quer se vingar de Frank e conta com a
ajuda de Cheyenne (Jason Robards), ambos irão proteger Jill McBain.
A morte para os personagens é só uma questão
de tempo. Apenas Jill escapa desta sina para acompanhar o progresso que chega ao
oeste americano pelos trilhos da ferrovia. Filmasso!
domingo, 13 de janeiro de 2013
O mar e eu
Postado por
Alex Franzini
O MAR E EU
Conheci o mar ainda bem pequeno
Meu pai me fazia mergulhar sob as ondas
Apaixonei-me... O colorido, o som, o cheiro...
A paisagem nunca me saiu da cabeça
Era um amor platônico
Quando jovem flertei com ele
Deslizei em suas ondas
Inesquecível
Hoje nos encontramos sempre que possível
Com sentimento maduro fico a vontade diante dele
Enlaço-me com seu azul
Minhas energias se revigoram
Quero vê-lo enquanto viver
Minha ligação será até o fim
O mar permanecerá para sempre
Eterno
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
De maiô, um relato quase erótico
Postado por
Alex Franzini
Era o ano de 1983, estava com 16 anos quando passei no vestibular. Uma das coisas que mais marcou nesta fase foi o exame para frequentar as aulas de Educação Física.
Foi marcado o dia e lá estávamos. Moças e rapazes prontos para serem examinados pela equipe médica. Cada gênero sexual foi para uma sala a fim de trocar de roupa, devíamos ficar só de sunga, as meninas de maiô.
Deram-nos a opção de deixarmos as mochilas ali mesmo na sala, ficariam guardadas até a nossa volta ao final dos trabalhos. Ter Aceitado esta ideia foi um erro, é aí que começa o meu drama adolescente.
Fomos conduzidos para um corredor meio escuro, coisa de universidade pública. Mandaram que fizéssemos uma fileira. Para minha surpresa o exame era misto, não havia lugar separado para moças e rapazes. Coloquei-me atrás de uma garota de maiô, era uma peça de banho bem pequena, quase “fio dental”, o problema é que não estávamos na praia. Imagine, numa época em que revista manequim e catálogo da Avon eram praticamente uma publicação erótica para a molecada.
Fiquei ali a espera da minha vez... A moça 15 cm a minha frente... A tensão crescia... Como esconder a minha reação àquela cena usando apenas uma sunga? Cadê minha mochila para disfarçar? Comecei a imaginar a bunda do muçum naquele maiô, a Dercy Gonçalves e até o Chaves pelado, mas não adiantava.
Para qualquer lado que olhava havia outras moças em outros minúsculos maiôs. Quem terá tido aquela ideia, eu pensava. Não havia como esconder a barraca que se armava. Foram uns trinta minutos de agonia até ser atendido pelo médico, que, graças ao bom Deus, era um homem.
Hoje reagiria de outra forma, mas naquela época foi dureza. Nunca esqueci daquele maiô preto e de seu recheio ali na minha frente, naquele corredor em penumbra. Pensei muito naquilo nos dias que se seguiram.
Foi marcado o dia e lá estávamos. Moças e rapazes prontos para serem examinados pela equipe médica. Cada gênero sexual foi para uma sala a fim de trocar de roupa, devíamos ficar só de sunga, as meninas de maiô.
Deram-nos a opção de deixarmos as mochilas ali mesmo na sala, ficariam guardadas até a nossa volta ao final dos trabalhos. Ter Aceitado esta ideia foi um erro, é aí que começa o meu drama adolescente.
Fomos conduzidos para um corredor meio escuro, coisa de universidade pública. Mandaram que fizéssemos uma fileira. Para minha surpresa o exame era misto, não havia lugar separado para moças e rapazes. Coloquei-me atrás de uma garota de maiô, era uma peça de banho bem pequena, quase “fio dental”, o problema é que não estávamos na praia. Imagine, numa época em que revista manequim e catálogo da Avon eram praticamente uma publicação erótica para a molecada.
Fiquei ali a espera da minha vez... A moça 15 cm a minha frente... A tensão crescia... Como esconder a minha reação àquela cena usando apenas uma sunga? Cadê minha mochila para disfarçar? Comecei a imaginar a bunda do muçum naquele maiô, a Dercy Gonçalves e até o Chaves pelado, mas não adiantava.
Para qualquer lado que olhava havia outras moças em outros minúsculos maiôs. Quem terá tido aquela ideia, eu pensava. Não havia como esconder a barraca que se armava. Foram uns trinta minutos de agonia até ser atendido pelo médico, que, graças ao bom Deus, era um homem.
Hoje reagiria de outra forma, mas naquela época foi dureza. Nunca esqueci daquele maiô preto e de seu recheio ali na minha frente, naquele corredor em penumbra. Pensei muito naquilo nos dias que se seguiram.
Assinar:
Postagens (Atom)















