Quando eu era garoto, existia um quadro do Jô Soares na TV em que o protagonista resumia conversas longas e cheias de rodeios em uma só palavra que dizia tudo, sempre introduzida por "vou no popular". A idéia deste blog é ser claro nas opiniões. Vamos falar também de filmes, músicas, livros ou qualquer trabalho que valha a pena comentar.



domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Cama Na Varanda

Título: A Cama Na Varanda, arejando nossas idéias a respeito de amor e sexo
Autor: Regina Navarro Lins
Editora: Rocco









O Livro da psicanalista e sexóloga, Regina Navarro Lins, é bem interessante e nos leva a refletir sobre os valores do amor romântico, da sexualidade e do casamento que conhecemos em nossos dias.

A autora faz um histórico dos relacionamentos sexuais humanos para entendermos o nosso comportamento atual. Podemos até discordar de algumas colocações, porém muitas têm bom fundamento e com certeza vamos repensar opiniões.

A obra confronta a realidade da nossa condição humana com o tão sonhado amor romântico e fala dos prejuízos que ele pode nos causar. Homens e mulheres que sonham com relacionamentos ideais, que vão para o casamento e com o passar do tempo ficam com a sensação de ter casado com a pessoa errada. Elas partem então para uma busca sem fim da almejada cara metade, quando não, permanecem muitas vezes infelizes ao lado de quem não querem mais, por uma imposição que nem mesmo conseguem distinguir ou identificar.

Uma consideração que a autora faz, e que achei curiosa, é que o peso da cultura e dos costumes sobre nós faz com que vivamos uma vida sexual miserável. Algo a se pensar.

A culpa, o preconceito, a religião, o patriarcalismo, e outros conceitos vão entrar nesta empolgante discussão.

O livro teve nova edição em 2006, pela editora Best Seller, com uma versão revista e ampliada, onde se acrescentam as novas tendências do comportamento sexual humano.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Mi Buenos Aires Querido

Visitamos Buenos Aires pela primeira vez. Aproveitamos também o bom momento por que passa o Brasil. Como já possuíamos algumas informações sobre a cidade, não tivemos grandes surpresas ao conhecê-la.
A novidade ficou por conta do custo de vida. Muita gente falou das vantagens do câmbio e do Real mais forte, mas não é bem assim. Penso que quem veio nos primeiros dias de peso mais fraco teve algum benefício, mas parece que agora os argentinos estão vacinados. Eles identificam e param os brasileiros perguntando se estamos procurando couro, tango ou suvenires, tudo a preço de Brasil.
A alimentação chega a ser mais cara que em terras brasileiras. Você pede uma “pechuga”, como eles chamam o filé de peito de frango, sem acompanhamento, e paga em média 48 pesos, com o real valendo dois pesos seriam 24 reais.
A água é um pouco salobra e o preço muito salgado. Uma garrafa de 500 ml pode custar até oito pesos, cerca de quatro reais.
Para não dizer que tudo é pela hora da morte, o taxi é bem em conta, mais barato que em qualquer estado brasileiro.
Outro problema é que ir a Buenos Aires ficou badalado, isso atrai muitos brasileiros, todo tipo de pessoas. Você se torna mais um no grande bolo, o que pode ser desconfortável.
É claro que há muitas coisas legais pra visitar. Destaco o cemitério da Recoleta, belo pelo seu rico acervo artístico e Porto Madeiro, com seus restaurantes com vista para os diques do Rio da Prata. O Show de Tango também vale à pena, embora seja preparado para turistas brasileiros.
Outro lugar legal de visitar é a Rua do Caminito, com suas casas coloridas, é um local turístico no bairro La Boca, periferia de Buenos Aires, por isso mais popular.  
Quem gosta das feirinhas de arte locais não deve deixar de visitar a da Recoleta aos domingos.
O passeio pela capital Argentina ainda compensa, pela beleza da cidade e pelo enriquecimento cultural que nos acrescenta, mas se você puder esperar o boom turístico de brasileiros, pode aproveitar pra conhecer outros países menos badalados da America latina.
  
Cemitério da Recoleta
O Caminito e suas casas coloridas



O caminito


  
Feira da Recoleta (fotos de Heloíse Martins)


 

domingo, 16 de janeiro de 2011

Está de volta o Big Brother Brasil

Já está rolando o Big brother Brasil 11, as pessoas comentam nas ruas. Está cheio de novidades. Pelo que ouvi, tem travesti, modelos femininos e masculinos, gente chata e gente legal, sexo velado embaixo do edredom, enfim, tudo pra ser mais um sucesso de audiência.
O mais intrigante neste programa é que se repete há 11 anos e os jogadores ainda cometem os mesmos erros. Chegam com as mesmas convicções equivocadas que eliminaram os participantes anteriores, como se nunca tivessem assistido as outras versões.
Deve ser mesmo muito legal de assistir, mas não to afim. Próximo!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Matéria lamentável do Fantástico tenta provar que brasileiro é incompetente

Domingo passado foi veiculada no Fantástico, revista eletrônica da Globo feita para o povão, uma reportagem sobre uma bagagem recheada com uma replica de fuzil, um saco de açúcar e um punhado de notas de dinheiro cenográfico. A mala foi despachada em vários aeroportos dentro do Brasil sem ser vistoriada. Parecia que a idéia era dar a impressão de total descaso das autoridades responsáveis, mostrando que nosso sistema de segurança não está preparado para Copa e nem Olimpíadas.
Na verdade, como diz a própria reportagem, não há obrigação por lei de se revistar bagagem em vôo doméstico. Então qual seria o objetivo da matéria? Será que tinha um alvo específico? Estas coisas de teoria da conspiração.
Agora imaginem esta reportagem veiculada em outro país... Que vergonha pra nós, uma exposição gratuita, só para reforçar o que alguns brasileiros pensam sobre nosso povo: incompetente, preguiçoso e inferior.
O Bom Dia Brasil do dia seguinte ainda insistiu na matéria, com direito a um daqueles comentários nefastos do Alexandre Garcia, onde ele dizia que nos EUA isso jamais aconteceria, pois lá a fiscalização é realizada com uso de tecnologia e outras besteiras mais. Ele esquece que nos EUA o camarada não precisa levar arma em vôo doméstico, ele pode comprar material bélico em qualquer botequim ou banca de jornal.
O Alexandre também cita a Europa dizendo que ele duvida que lá seja assim. O pior é que é, e ele deveria saber disso, ou será que nunca viajou por lá? Ôh povo besta o nosso!
Sobra concluir que não passa de uma matéria maldosa, Inócua e muito cara, pois o repórter fez pelo menos umas 20 viagens dentro do país.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Eu na posse da primeira mulher presidente do Brasil

Esta é a grande vantagem de morar em Brasília. Já que aqui não tem praia, a gente vai à posse.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Recordar em dia de chuva também é viver

Anteontem, domingo, parei um pouco em casa por causa da chuva que cai aqui em Brasília. Resolvi ouvir no youtube algumas canções que já não tocam mais em nossos meios de comunicação. São músicas que nos fazem voltar ao passado e trazem uma nostalgia gostosa de sentir. Quem se lembra de Don Beto, Paulo Diniz, Carlos Dafé, Cassiano, Hyldon e até Lady Zu?
Não vou entrar nesta de dizer que as músicas do passado eram as boas e que as de hoje são porcaria, mas eu dou uma atenção especial àquelas que fizeram parte da minha juventude lá pelos anos 80. Essa turma que eu citei é da década de 70 e 80, vale a pena ouvir um pouquinho. Vou deixar aqui o link pra música “Pensando Nela” do Don Beto, pra ouvir os outros é só escrever os nomes sugeridos no youtube e teclar enter.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dilma assume presidência do Brasil

Como era previsto, Dilma Roussef foi empossada hoje a primeira mulher presidente do Brasil. A cobertura da mídia foi ampla e completa.  Assim escolhi mostrar neste espaço o charme das seis policiais federais que fizeram a segurança mais próxima do Rolls Royce que conduziu a presidente.