Quando eu era garoto, existia um quadro do Jô Soares na TV em que o protagonista resumia conversas longas e cheias de rodeios em uma só palavra que dizia tudo, sempre introduzida por "vou no popular". A idéia deste blog é ser claro nas opiniões. Vamos falar também de filmes, músicas, livros ou qualquer trabalho que valha a pena comentar.



domingo, 11 de dezembro de 2011

Faça sua própria música ruim

A música que domina a mídia hoje não é lá das muito boas, o que se ouve aqui em Brasília não é diferente, o povo aqui gosta de um som que é uma espécie de sertanejo mutante, mas tenho certeza de que o sertanejo verdadeiro é bem melhor. É como o pagode, característico do Rio, tem o bom, aquele que é praticamente uma crônica da favela, e tem aquele que chamo de pseudopagode, um tipo variante deformado, onde geralmente um monte de caras formam um bando para repetirem refrãos bestas em letras baratas embaladas por melodias ruins.
No final o pseudopagode, o sertanejo mutante, o axé, ou qualquer outra porcaria é tudo a mesma coisa, e o mais interessante é que qualquer um pode compor, se é que posso usar esta palavra. Se você tiver sorte pode até ganhar dinheiro cantando para incautos.
Para fazer o sertanejo deformado é bem simples, existem as frases certas para não haver erro. Selecione e escreva em pedacinhos de papel palavras como: amor, cama, paixão, namorado, traído, outra, outro, etc. Pode também usar frases prontas, por exemplo: fazer amor na cama, sei que você tem outro, sei que você tem um namorado, sou apaixonado por você, estou te traindo, ou qualquer besteira do gênero. Não pode fugir muito disso.
Depois faça um sorteio das palavras ou frases, na ordem que vier escreva sua letra, a música é o menos importante. Faça qualquer som e estará pronta sua canção. Cuidado para não cantar perto dos filhos pequenos, pois correm o risco de crescerem com a ideia de que serão cornos e sofredores quando se tornarem adultos.
Para criar seu pseudopagode ou axé é bom colocar algumas palavras como bunda, bundinha, calcinha, e por aí vai. Uma sugestão que pode pegar, por exemplo, é um refrão como este: “vem balançando a bundinha vem”, coloca uma música qualquer e repita exaustivas vezes, será sucesso com certeza e você não vai precisar gastar dinheiro para ter seu som ruim.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O sexo oral e a bíblia

Certa vez houve uma reunião de evangélicos. Uma senhora, esposa do pastor, dirigia o assunto. Ela falava sobre certa mulher que estava muito atribulada, pois o marido sempre lhe pedia para receber sexo oral e ela não queria fazer. Com toda a certeza do mundo a dirigente olha para o publico e diz:

- E como nós sabemos que sexo oral é proibido na bíblia, imaginem o grande problema que a pobre mulher está sofrendo.

Bom, penso que para a maioria a bobagem entrou por um ouvido e saiu pelo outro, como um cheiro ruim que passa. Mas uma moça resolveu aprofundar a questão e perguntou determinada onde isso estava escrito. A senhora que fez a afirmação disse que não sabia onde se encontrava a passagem bíblica sobre a proibição, porém estava escrito com certeza. A moça exigiu que ela falasse, até por que esposa de pastor sabe tudo de bíblia, mas está parte, justamente esta, ela não lembrava. O burburinho começou e outra mulher da platéia perguntou assustada com olhos arregalados:

- Então sexo anal é pecado também?

A confusão estava formada. Não sei como a última pergunta foi respondida, mas fica o aprendizado: quando quisermos justificar algo que acreditamos, ou não, seja a baboseira que for, basta dizer que está escrito na bíblia, depois é torcer para não aparecer um chato e questionar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Considerações religiosas, parte 1

Que eu saiba ninguém gosta de puxa-sacos, se somos a imagem e semelhança de Deus imagino que Ele também não os suporte. O que mais vemos nas religiões são hordas de bajuladores que deveriam levantar seus bumbuns das cadeiras e partir para o que realmente interessa, a prática do amor.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Recordar em dia de chuva também é viver, parte II



Por coincidência hoje está chovendo, resolvi novamente recordar nosso passado musical, agora é bem fácil, só buscar as pérolas no youtube. Comecei por Sérgio Sampaio, aquele que cantava “Eu quero é botar meu bloco na rua”. Minha mãe cantarolava está canção, eu gostava. Observando hoje dá para perceber que o Sérgio, falecido em 97, era um daqueles gênios musicais da sua época, boas melodias e letras inteligentes. Fazia parte da safra de Jards Macalé, Luiz Melodia e Raul Seixas. Vale à pena dar uma conferida.
Se a chuva continuar aproveita, abra seu coração, e dá uma olhada também em outros cantores, como Hermes Aquino, Zé Rodrix, com “soy latino americano”, Ruy Maurity e Ronaldo Resedá, que cantava e dançava ritmo de discoteca, são estilos diferentes, mas que com certeza vão trazer boas lembranças.

sábado, 28 de maio de 2011

A cidadela de Carcassonne

Quando pensamos em ir à França logo imaginamos Paris ou Cannes, mas existem outros lugares interessantes, Carcassonne é uma destas cidades.
Descobrimos o local quando procurávamos um lugar diferente para viajar partindo da cidade do Porto. O preço pela Ryanair estava excelente e a estória da cidade parecia bem atrativa. Localizada ao sul da França, Carcassonne possui em sua parte central uma cidadela murada, de arquitetura medieval, construída no alto de um monte.
Existe também outra cidadela bem próxima que se chama Centre Ville, que era uma espécie de apoio para a fortaleza no alto da colina, muito agradável e de pessoas simpáticas. Existe um aeroporto bem próximo que facilita a visita. Os hotéis são bons e baratos se comparados aos preços de Paris.
Um lugar bom para descansar e caminhar muito aprendendo um pouco sobre a Idade Média.  Há visitantes de diversas partes do planeta. Boa oportunidade também para treinar o cursinho de francês ou inglês, as pessoas parecem dispostas a fazer contatos.

Vista da cidadela fortificada de Carcassonne

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Brasileiros pelo mundo

Quando estamos fora do Brasil fica mais fácil enxergar algumas virtudes do nosso povo, e também defeitos. Mas é de uma virtude que vou falar agora.
Andando pelas ruas do centro antigo de Lisboa vemos chineses, africanos, indianos, árabes e outros povos. O interessante é que facilmente identificamos esses grupos, cada etnia é separada, não se mistura com a outra. Ficamos desconfiados deles, dá a impressão de que um grupo não gosta do outro.
Aí é que vem o elogio aos brazucas. Você não vê grupos isolados de brasileiros, estão misturados ao povo local. Brasileiros não formam guetos nem grupos étnicos rancorosos.
Parabéns ao nosso povo que conseguiu se libertar dessa chatice de viver em bandos fechados, que falam somente entre si.
Viva a nós, cidadãos do mundo!

Lisboa, centro antigo (foto de Heloíse Martins)

terça-feira, 3 de maio de 2011

O retorno do rei

Por Fagner Fagundes
Alguns senadores e deputados estão firmes na defesa de um novo referendo para proibição da venda de armas. Como bons políticos, querem ganhar a simpatia da população demonstrando preocupação com segurança pública. Sem entrar no mérito (é assunto para outro post), acho que, se a questão é apenas “jogar para a torcida”, nossos representantes poderiam ressuscitar outra proposta já derrotada nas urnas: a volta da monarquia.

Para quem não lembra (ou era novo, como eu), em 1993 foi feito um plebiscito paradecidir o sistema de governo no Brasil. Os eleitores tinham que escolher o  Regime (Monarquia ou República) e o Sistema de Governo (Parlamentarismo ou Presidencialismo).  A República Presidencialista ganhou com uma grande folga. A apenas 13% dos votantes optou pela monarquia. Talvez o jingle que tinha como refrão “Vote no Rei” não tenha agradado muito.
Mas hoje os tempos são diferentes, e o momento é ideal. O casamento do Príncipe Willian com Kate Midleton reavivou uma simpatia pela monarquia não só no Reino Unido, mas em boa parte do planeta. No caso de uma nova consulta popular no Brasil, a família real brasileira poderia ter uma chance de voltar ao poder. Basta os publicitários responsáveis pela nova campanha trabalharem bem.
Eles poderiam começar destacando que em cada casamento de um príncipe ou princesa seria decretado feriado nacional. Só aí seriam alguns milhares de votos, pois quem não gosta de uma folga? Eles poderiam buscar ainda o apoio dos grandes empresários das comunicações, que poderiam criar ou recuperar suas revistas de fofoca. A “Caras”, “Quem” e “Contigo” iriam declarar guerra em busca de informações exclusivas da realeza. Seria um alento também para os paparazzi, que passariam a monitorar os passos dos nobres descendentes dos Orleans e Bragança, deixando de lado sub-celebridades como os ex-Big Brothers.
Poderia listar ainda vários setores simpáticos que poderiam flertar com a
monarquia, como os donos de lojas de bijuterias que ganhariam vendendo réplicas das jóias reais (principalmente alianças), faculdades particulares que abririam cursos de Especialização em Família Real ou até os fabricantes de charretes, que trabalhariam muito para compor a frota real usada nos eventos.
A idéia está lançada. Será que algum parlamentar em busca de votos vai topar?