Sempre gostei muito de praia. Algumas vezes recebia convites para passar fins de semanas e feriados na casa de verão de um amigo. Ia muita gente para lá, era legal, tirando o fato de ter que aturar aquelas brincadeiras chatas de adolescente. Era de graça, mas tinha lá seu preço.
Uma vez andava na praia meu amigo Roberto, que me convidava, mais dois conhecidos e eu. De repente os três cismaram de me jogar na onda do mar para eu “tomar um caldo”, tratava-se de ser arremessado no momento que a onda quebrasse, era um castigo onde o corpo se misturava a areia e água revolta num total rebuliço e sem nenhum controle sobre si.
Minha primeira reação foi correr, correr muito. Inspirado numa cena do filme “the Warriors”, onde a gang protagonista enfrenta a Fúria do Basebol, num dado momento, resolvi que não ia mais fugir, então parei e enfrentei meus oponentes. Bandei o camarada mais alto por que sabia que desequilibraria mais fácil. Para abrir um espaço no centro do cerco desferi um golpe no rosto do Roberto e passei varado no meio deles. De nada adiantou, continuavam correndo atrás de mim, riam como demônios.
Como diz o ditado: “o que tiver de ser, será”, decidi me deixar capturar e finalmente tomar o tal “caldo”. Nem doeu, comi um pouco de areia e fiquei livre daquela pena a mim imposta, sem o menor motivo. Era tudo muitíssimo divertido.
Até hoje me pergunto por que o Roberto jamais comentou sobre o soco que dei nele. Nunca perguntei a respeito por que tinha medo dele dizer que simplesmente não lembrava ou que não sentiu nada, pois nem hematoma apareceu.
Bons tempos aqueles!
Quando eu era garoto, existia um quadro do Jô Soares na TV em que o protagonista resumia conversas longas e cheias de rodeios em uma só palavra que dizia tudo, sempre introduzida por "vou no popular". A idéia deste blog é ser claro nas opiniões. Vamos falar também de filmes, músicas, livros ou qualquer trabalho que valha a pena comentar.
domingo, 23 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Ditados abomináveis
Postado por
Alex Franzini
Existem ditos populares que deveriam ser banidos de nossas falas. Outro dia ouvi uma pessoa dizendo orgulhosa que com ela é assim: “primeiro eu, segundo eu, terceiro eu”. É chocante ouvir coisas como estas. Já é difícil mudar nossa natureza ruim, imaginem cultivar e proclamar comportamentos toscos como este, é como se estivéssemos afundando na merda e se debatendo para mergulhar mais rápido na lama podre de uma existência medíocre.
O egoísmo está em nós, talvez uma pitada dele seja necessária para nossa sobrevivência, mas fora deste limite é altamente prejudicial ao convívio social saudável. Até já sabemos disso, mas parece que não conseguimos entender a gravidade do problema.
Vejo passeatas pela paz, indignações com a violência, reclamações contra a burocracia burra que nos assola, ações e mais ações na justiça, e por aí vai. Nada vai dar resultado se não resistirmos ao nosso pensamento egocêntrico e mesquinho de que “eu sou o centro do universo”. É a velha estória, sem amor não chegaremos a lugar nenhum, andaremos em círculos sobre a Terra, avanço tecnológico sim, porém atraso no que realmente interessa: a evolução espiritual humana.
O egoísmo está em nós, talvez uma pitada dele seja necessária para nossa sobrevivência, mas fora deste limite é altamente prejudicial ao convívio social saudável. Até já sabemos disso, mas parece que não conseguimos entender a gravidade do problema.
Vejo passeatas pela paz, indignações com a violência, reclamações contra a burocracia burra que nos assola, ações e mais ações na justiça, e por aí vai. Nada vai dar resultado se não resistirmos ao nosso pensamento egocêntrico e mesquinho de que “eu sou o centro do universo”. É a velha estória, sem amor não chegaremos a lugar nenhum, andaremos em círculos sobre a Terra, avanço tecnológico sim, porém atraso no que realmente interessa: a evolução espiritual humana.
domingo, 19 de agosto de 2012
Vamos morrer, e daí?
Postado por
Alex Franzini
Um dia conversando com um amigo falei que não queria perder tempo estudando coisas acadêmicas, pois se tivesse boa sorte teria mais uns 20 anos de vida saudável, que gostaria de gastar com outras coisas. A reação do amigo foi como a de todos com relação ao tema: “não fala assim, eu hein... não gosto de pensar nestas coisas”. Frases desse tipo ouvimos sempre que nos referimos a morte.Qual o problema? Vamos morrer sim, todos nós, como nossos antepassados. Por que fugir da questão?
Sei que há pessoas que evitam o assunto por ainda não terem feito algo importante em suas existências. Muitos se preocupam em primeiro organizar a vida financeira e aí se perdem. A tal coisa importante vai ficando sempre para depois, até não dar mais tempo. A morte é o limitador, fim da chance, portanto é palavra que reporta a cobrança, coisa que ninguém gosta.
Acontece que quando ela vem, a caveira com a foice, pega todo mundo desprevenido e o desespero é total. Talvez se falássemos mais no tema “passar desta” fluiria mais suave.
Quando eu era garoto tinham uns livros de estorinhas infantis contadas por Andersen e pelos irmãos Grimm que eram bem macabras, muitas tinham a morte como personagem. Antes eu achava estranho, pensei até que a explicação poderia estar naquelas baboseiras de mensagem oculta do mal. Hoje entendo o que eles queriam dizer, que a morte faz parte da vida e desde cedo precisamos entender que ela é presente, natural. Quem sabe por influência dos contos não estou escrevendo este texto agora.
Já me peguei algumas vezes imaginando algumas mortes e suas consequências, inclusive a minha, uma espécie de ensaio para não ser pego de surpresa. Pode ser um bom exercício para se adaptar a este momento que logo virá, sem distinções. Hoje tenho 46 anos, passaram rapidinho, se viver mais 46 chego há 92 anos. Será? Acho difícil, só sei que chega logo, como chegou para minha mãe, meu pai e para um monte de gente que deixou de existir.
Tinha um amigo que toda vez que via um grupo reunido costumava dizer que daqui a 100 anos ninguém estaria mais vivo, soava meio bobo, mas tinha lá sua sabedoria.
Portanto, amigos, não falar no assunto não afastará o indesejado “Zé Maria”. Acrescente este assunto aos papos sobre dieta, concurso público, problemas de família e etc. e boa morte!
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Cisnes Selvagens
Postado por
Alex Franzini
Terminei de ler “Cisnes Selvagens, Três filhas da
China”. Muito bom o livro, só não li de uma vez por que são 647 páginas.
A obra nos transporta para uma China desconhecida do
resto do mundo, entre os anos de 1924 e 1978. É a história real de três
gerações, avó, mãe e filha, contada pela autora Jung Chang (a filha), que vive
sua infância e juventude em um país castigado por invasões estrangeiras e
governos opressores.
No livro a gente conhece um pouco do inimaginável
regime comunista de Mao Tsé Tung, um líder deus que levou todo um povo a
realizar seus mais insanos caprichos, muito louco. Lendo a narrativa entendemos
que ser mortal é uma dádiva, uma esperança para o sofrimento que parece não ter
fim para os chineses. Vale muito a pena ler, nem que seja para conhecer um
pouco da história recente da emergente China.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Frases
Postado por
Alex Franzini
"Penso que o homem veio ao mundo para aprender o Amor, mas também para explorar sensações e conhecer a liberdade, sem muros, sem amarras, sem dogmas."
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Meia Noite em Paris
Postado por
Alex Franzini
Assisti a um filme que tem muito a ver com o tema “Os Bons Tempos Não Voltam Mais. Será?” que comentei abaixo da última frase divulgada neste blog.
O nome do filme é Midnight in Paris, escrito e dirigido por Woody Allen e trata do mesmo tema do texto aqui publicado, a ilusão de que o passado era muito melhor.
Na trama o escritor Gil Pender(Owen Wilson) se encontra em Paris nos dias de hoje e imagina que os anos de ouro da humanidade foram na década de 1920. Quando é transportado para esta época descobre que as pessoas que ali viviam consideravam a década de 1890 a melhor de todas, e por aí vai.
Gil percebe ao final da película que não importa a época, o que passou sempre parecerá melhor, talvez por alguns motivos que comentamos no texto deste blog. O filme é bem bonitinho. Fica a recomendação.
O nome do filme é Midnight in Paris, escrito e dirigido por Woody Allen e trata do mesmo tema do texto aqui publicado, a ilusão de que o passado era muito melhor.
Na trama o escritor Gil Pender(Owen Wilson) se encontra em Paris nos dias de hoje e imagina que os anos de ouro da humanidade foram na década de 1920. Quando é transportado para esta época descobre que as pessoas que ali viviam consideravam a década de 1890 a melhor de todas, e por aí vai.
Gil percebe ao final da película que não importa a época, o que passou sempre parecerá melhor, talvez por alguns motivos que comentamos no texto deste blog. O filme é bem bonitinho. Fica a recomendação.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Frases
Postado por
Alex Franzini
“É triste alguém envelhecer e permanecer com o espírito jovem. Uma grande vantagem que o tempo nos dá é a oportunidade de amadurecer a mente e compreender a vida com mais sobriedade.”
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